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segunda-feira, 19 de setembro de 2016

Mariana Mortágua ou Mriana Mtágua?

Hoje, um pequeno e curto apontamento.

Fiquei impressionada com as justificações que Mariana Mortágua publicou hoje no seu twitter a propósito da sua inflamada e desastrada intervenção sobre impostos a cobrar a quem acumule riqueza (ou poupança? qualquer coisa parecida, não é suposto aprofundar, tamanho é o impulso com que afirma ... impulsos!). Escreve as suas justificações de modo tão apressado quanto aquilo que pretende justificar; incapaz de escrever uma frase completa, inteira, com pleno português. Prefere abreviaturas, qual adolescente em conversa de rede social com os amigos. E assim escolhe a linguagem com que comunica com o país.

Talvez faça de propósito...é mais moderno, mais actual e talvez venha a celebrar novo acordo ortográfico que descaracterize ainda mais a nossa língua para aproximá-la de um estado vegetal de abreviaturas, despojado de passado e desprovido de futuro.

Lamentável.
A impunidade com que afirma o imponderável e...pior ainda...o total e pleno consentimento desse partido obsoleto que (des)governa a Nação.

E agora, a parte mais séria...como é possível justificar este tema com mensagens curtas e populistas?
É tão fácil desmontar as suas justificações, descobrir incoerências, contradições...é pena, porque evidenciara qualidades de análise aquando da Comissão Parlamentar do caso BES.

Na realidade, a culpa não é da Mariana (sim, é este o nome, não se usa abreviaturas quando se pretende dignificar o que se escreve); a responsabilidade é de quem a rodeia, de quem a inflama, de quem se apoia na sua juventude e protagonismo para conquistar influência em temas de ruptura que mais facilmente possam aumentar rapidamente as receitas do Estado e assim continuar a adiar o que é estruturante.







domingo, 18 de setembro de 2016

A aversão de António Costa pela governação

Sim, isso mesmo...governar? Não...

Comecemos pela parte cor-de-rosa deste imenso arco-íris em que este governo vai "boiando" pelo "mar agitado em que navegamos". Ora com a Europa, ora com o Bloco de Esquerda como porto de abrigo...

Um exemplo "cor-de-rosa" é o turismo, de que é exemplo o progressivo deslumbramento por Lisboa; devo dizer que dele partilho e sinto-o desde sempre, sou genuína alfacinha e amo esta cidade.
Mas devo recordar que António Costa, enquanto protagonista da Oposição a Passos Coelho, chegou a encantar os potenciais investidores chineses com o crescimento do país e maravilhas da Nação então governada pelo seu rival político... registei esse facto e logo o cataloguei como um perigoso e potente ilusionista de factos para atingir os seus interesses.

Simultaneamente, enche-se Lisboa de empreitadas simultâneas e obras intermináveis para aumentar zonas pedonais, ciclovias, flores e árvores, muito bem,
mas,
- com agravamento do serviço de transporte públicos (desde constantes avarias no metropolitano - em ruptura de manutenção devido a limitação de verbas pelo mesmo Ministério das Finanças que permite à Autarquia a autonomia com o avanço das obras, - até constantes atrasos na Carris e CP);
- com agravamento das condições de higiene da cidade (amontoar de lixo sem escoamento em condições);
- com agravamento das condições de segurança, sobretudo, nocturna.

Resolve-se  o problema do timing de apresentação do déficit público com o súbito e avulso aumento de imposto sobre combustíveis, e até mesmo com atrasos nos reembolsos de IRS e básica gestão de tesouraria em empresas públicas através de atraso em pagamentos e dotações orçamentais.

Antecipa-se em discussão pública o aumento do IMI, com total alheamento dos impactos:
- fuga de investimento (ex: como é que não residentes podem manter interesse em adquirir imóveis acima de 500.00 eur?);
- ruptura em serviços de solidariedade social (ex: as Paróquias e seu imenso serviço social, sem as quais o Estado não teria mãos a medir na solidariedade social...um serviço silenciado pelos complexados da esquerda radical que defendem a todo o custo um Estado "Laico", com total desrespeito pelo serviço público prestado por Instituições de carácter religioso);
- agravamento de desigualdades, porque o esforço de aumento de impostos em contribuintes com menos rendimento aumenta numa desproporção e numa escala que não está a ser quantificada.

E ainda..temos um primeiro-ministro que fica feliz com o não agravamento de rating em vez de ficar preocupado em não haver condições para melhorá-lo.

Assisto a um PS que endeusa Mariana Mortágua, sem qualquer experiência de vida para além da sua instrução escolar...uma vedeta demasiado súbita e, por isso, perigosamente imatura.

Em suma: o governo não governa, não gere adversidades, daí o título desta publicação...é feito de medidas avulsas, em função das circunstâncias externas, dos acordos políticos possíveis e das preferências populares, sem qualquer ponderação de efeitos a médio prazo.

Temos um 1º ministro que luta desesperadamente pela manutenção do poder, desde o princípio e, continuamente. Lá chegou por força de acordos precários, com a legitimidade do refém de uma esquerda radical que defende as suas pequenas causas.
O governo nasceu imaturo, precário e feito de partidos que não partilham do entendimento sobre as grandes causas estruturantes que necessitamos para poder quebrar este ciclo vicioso de não crescimento.
Estagnámos. Encolhemos os ombros e "deixamos andar", à boleia de uma Europa inconsequente e que, por isso, mais nenhum país punirá. E só anda à boleia quem não tem meios para caminhar sózinho com a velocidade desejável.

Não é um 2º resgate que nos vai salvar, nem um 3º nem mais nenhum.

Precisamos de novas eleições e da coragem política do Presidente da República em demitir este governo; precisamos de programas claros sobre crescimento, investimento, fiscalidade.
Até lá...mantemos este "apodrecimento" consentido.