Termino hoje este ciclo de "...a minha manifestação", iniciado em 14 de outubro de 2012, pelos motivos que registo nessa minha 1ª publicação.
Passaram quase 7 anos; foi uma fase intermitente de perplexidades com este querido país onde nasci, onde vivo e que incondicionalmente me molda.
Seguir-se-à seguramente outra forma de expressão social e cívica. Porque Portugal comove-me intensamente e não desisto Dele. Porque a minha alma é lusa e, por entre esperanças e desânimos, sinto fazer o que está ao meu alcance.
Obrigada pelos silêncios nas palavras lidas, esses tempos de partilha irrepetíveis.
A minha manifestação
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segunda-feira, 24 de junho de 2019
domingo, 23 de junho de 2019
Discurso de João Miguel Tavares - o despertar da nova consciência política
Foi o meu filho, de 20 e picos anos, que insistiu em que eu ouvisse o discurso do "João Miguel" - como assim lhe chama o Ricardo Araújo Pereira - no 10 de junho.
Ele sabe que estou cansada dos políticos - de todos, sem excepção - e ainda assim, fez questão de me pedir que o ouvisse. Contrariada - porque algures a esperança anestesiou - aceitei.
E ouvi o discurso por inteiro, em crescente comoção e surpresa.
Reconheci-me, despertei.
____________
No meu canto, anónimo... a uma distância atlântica aos "outros".
A recente votação nas europeias evidencia essa maioria de anónimos, se calhar com mais de metade no sector privado, em busca de um rumo no dia-a-dia e totalmente desgastada com a corrupção abusivamente normal e crescente, atónita, bloqueada e anestesiada com uma espécie de inércia gigante da mediocridade reinante. E assistimos a que os partidozitos em que votaram menos de 30% dos eleitores reclamem vitórias ... coitaditos... procurando onde coligar ao poder que subsiste.
Os jovens entreolham-se entre um programa apelativo de Bloco de Esquerda que não reage às corrupções e omissões do poder e com uma lista interminável de boas intenções de impossível exequibilidade perante um orçamento apertado, e um PSD repleto de "velhos" e sem capacidade de mudança; ou seja, até os nossos "antípodas" políticos são desinteressantes.
Um total vazio político. Uma arena de circo romano. Uma orgia de sentidos, de escassos aumentozitos no público e decadência total no privado, uns impostos indirectos que não se questionam. Aliás... nada se questiona, tudo se aceita. Admirável estilo "português suave"...
O João Miguel Tavares acordou a consciência desta maioria anónima, cansada de TODOS os políticos que papagueiam discursos inúteis, sentados numa direita e numa esquerda ambas aburguesadas dos seus direitos e dos seus carreirismos, vazias de ideias e incapazes de gerir as emoções dos portugueses.
_____________
Quem com nada ficou nos incêndios de há 2 anos estão literalmente esquecidos e resignados à "má sorte" ?!, verdadeiros heróis mas eventuais eleitores de 2ª, nesse interior profundo e distante do litoral verdejante de turistas ocasionais.
Quem compra obrigações da TAP esquece que foram distribuídos uns estranhos bónus a uns quantos, não obstante os resultados operacionais negativos.
O SNS está em falência ... gerido com cativações, gestão infantil, primária e selvagem. Um Estado social esquecido mas com a ilusão de uns eurozitos de aumento, para assegurar próximas vitórias destas geringonças flutuantes de oportunistas.
E tantas, tantas outras situações, diárias (a vergonha de Tancos!) ... suportadas pela resignação da suposta esquerda, toleradas pela suposta direita, mutilando quem trabalha pelo país e permitindo as imbecilidades deste governo gordo e tolerado pela formidável ausência de opositores... até que um dia, outra revolução silenciosa aconteça, perante outro resgate internacional. Acontecerá.
________
Lembrei-me que deixara de escrever neste meu cantinho desde há anos. E despertei.
Entendi que há um equilíbrio social anónimo que protege e solidariza quem mais precisa... uma lista interminável de cuidadores informais... de avós que educam netos.. de filhos que emigram, poucos com rumos certos e muitos com rumos por descobrir... mão de obra cada vez mais barata à merçê de um turismo de baixa qualidade, precário a breve prazo ... uma segurança titubeante e verdadeiramente mal paga... um país em que tudo é permitido a bem de uma "simpatia" que tanto tem de "esplêndido" como de "parva"... com um sector privado sem futuro e com um sector público que tem uns eurozitos mais na conta para gastar no combustível mais caro.
_______
Acima de tudo, João Miguel Tavares, falaste em nome da maioria anónima, que não tem actualmente partido e que não sabe bem porque trabalha neste país.
Foste simples, brilhante, carismático e deste força a quem não desiste de ser cidadão português.
Foste estranhamente positivo... acredita que sim.
Ele sabe que estou cansada dos políticos - de todos, sem excepção - e ainda assim, fez questão de me pedir que o ouvisse. Contrariada - porque algures a esperança anestesiou - aceitei.
E ouvi o discurso por inteiro, em crescente comoção e surpresa.
Reconheci-me, despertei.
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No meu canto, anónimo... a uma distância atlântica aos "outros".
A recente votação nas europeias evidencia essa maioria de anónimos, se calhar com mais de metade no sector privado, em busca de um rumo no dia-a-dia e totalmente desgastada com a corrupção abusivamente normal e crescente, atónita, bloqueada e anestesiada com uma espécie de inércia gigante da mediocridade reinante. E assistimos a que os partidozitos em que votaram menos de 30% dos eleitores reclamem vitórias ... coitaditos... procurando onde coligar ao poder que subsiste.
Os jovens entreolham-se entre um programa apelativo de Bloco de Esquerda que não reage às corrupções e omissões do poder e com uma lista interminável de boas intenções de impossível exequibilidade perante um orçamento apertado, e um PSD repleto de "velhos" e sem capacidade de mudança; ou seja, até os nossos "antípodas" políticos são desinteressantes.
Um total vazio político. Uma arena de circo romano. Uma orgia de sentidos, de escassos aumentozitos no público e decadência total no privado, uns impostos indirectos que não se questionam. Aliás... nada se questiona, tudo se aceita. Admirável estilo "português suave"...
O João Miguel Tavares acordou a consciência desta maioria anónima, cansada de TODOS os políticos que papagueiam discursos inúteis, sentados numa direita e numa esquerda ambas aburguesadas dos seus direitos e dos seus carreirismos, vazias de ideias e incapazes de gerir as emoções dos portugueses.
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Quem com nada ficou nos incêndios de há 2 anos estão literalmente esquecidos e resignados à "má sorte" ?!, verdadeiros heróis mas eventuais eleitores de 2ª, nesse interior profundo e distante do litoral verdejante de turistas ocasionais.
Quem compra obrigações da TAP esquece que foram distribuídos uns estranhos bónus a uns quantos, não obstante os resultados operacionais negativos.
O SNS está em falência ... gerido com cativações, gestão infantil, primária e selvagem. Um Estado social esquecido mas com a ilusão de uns eurozitos de aumento, para assegurar próximas vitórias destas geringonças flutuantes de oportunistas.
E tantas, tantas outras situações, diárias (a vergonha de Tancos!) ... suportadas pela resignação da suposta esquerda, toleradas pela suposta direita, mutilando quem trabalha pelo país e permitindo as imbecilidades deste governo gordo e tolerado pela formidável ausência de opositores... até que um dia, outra revolução silenciosa aconteça, perante outro resgate internacional. Acontecerá.
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Lembrei-me que deixara de escrever neste meu cantinho desde há anos. E despertei.
Entendi que há um equilíbrio social anónimo que protege e solidariza quem mais precisa... uma lista interminável de cuidadores informais... de avós que educam netos.. de filhos que emigram, poucos com rumos certos e muitos com rumos por descobrir... mão de obra cada vez mais barata à merçê de um turismo de baixa qualidade, precário a breve prazo ... uma segurança titubeante e verdadeiramente mal paga... um país em que tudo é permitido a bem de uma "simpatia" que tanto tem de "esplêndido" como de "parva"... com um sector privado sem futuro e com um sector público que tem uns eurozitos mais na conta para gastar no combustível mais caro.
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Acima de tudo, João Miguel Tavares, falaste em nome da maioria anónima, que não tem actualmente partido e que não sabe bem porque trabalha neste país.
Foste simples, brilhante, carismático e deste força a quem não desiste de ser cidadão português.
Foste estranhamente positivo... acredita que sim.
domingo, 14 de maio de 2017
Carta ao Salvador Sobral
Salvador,
Obrigada pela tua simplicidade.
Obrigada por cantares em português.
Obrigada por teres a simples ambição de ter respeito pela música que cantas.
Acordaste-me a Alma. E ...parece... acordaste uma nação inteira, anestesiada por tanto barulho de "fogos de artifício".
"Amar por Dois" é por si só, a emoção mais forte que podemos sentir. Que belo texto.
E agora...
...que te deixem ter a vida sossegada que tanto queres, a fazer boa música.
...e que a saúde não te armadilhe o tanto que tens por fazer...
Um beijo
Obrigada pela tua simplicidade.
Obrigada por cantares em português.
Obrigada por teres a simples ambição de ter respeito pela música que cantas.
Acordaste-me a Alma. E ...parece... acordaste uma nação inteira, anestesiada por tanto barulho de "fogos de artifício".
"Amar por Dois" é por si só, a emoção mais forte que podemos sentir. Que belo texto.
E agora...
...que te deixem ter a vida sossegada que tanto queres, a fazer boa música.
...e que a saúde não te armadilhe o tanto que tens por fazer...
Um beijo
segunda-feira, 19 de setembro de 2016
Mariana Mortágua ou Mriana Mtágua?
Hoje, um pequeno e curto apontamento.
Fiquei impressionada com as justificações que Mariana Mortágua publicou hoje no seu twitter a propósito da sua inflamada e desastrada intervenção sobre impostos a cobrar a quem acumule riqueza (ou poupança? qualquer coisa parecida, não é suposto aprofundar, tamanho é o impulso com que afirma ... impulsos!). Escreve as suas justificações de modo tão apressado quanto aquilo que pretende justificar; incapaz de escrever uma frase completa, inteira, com pleno português. Prefere abreviaturas, qual adolescente em conversa de rede social com os amigos. E assim escolhe a linguagem com que comunica com o país.
Talvez faça de propósito...é mais moderno, mais actual e talvez venha a celebrar novo acordo ortográfico que descaracterize ainda mais a nossa língua para aproximá-la de um estado vegetal de abreviaturas, despojado de passado e desprovido de futuro.
Lamentável.
A impunidade com que afirma o imponderável e...pior ainda...o total e pleno consentimento desse partido obsoleto que (des)governa a Nação.
E agora, a parte mais séria...como é possível justificar este tema com mensagens curtas e populistas?
É tão fácil desmontar as suas justificações, descobrir incoerências, contradições...é pena, porque evidenciara qualidades de análise aquando da Comissão Parlamentar do caso BES.
Na realidade, a culpa não é da Mariana (sim, é este o nome, não se usa abreviaturas quando se pretende dignificar o que se escreve); a responsabilidade é de quem a rodeia, de quem a inflama, de quem se apoia na sua juventude e protagonismo para conquistar influência em temas de ruptura que mais facilmente possam aumentar rapidamente as receitas do Estado e assim continuar a adiar o que é estruturante.
Fiquei impressionada com as justificações que Mariana Mortágua publicou hoje no seu twitter a propósito da sua inflamada e desastrada intervenção sobre impostos a cobrar a quem acumule riqueza (ou poupança? qualquer coisa parecida, não é suposto aprofundar, tamanho é o impulso com que afirma ... impulsos!). Escreve as suas justificações de modo tão apressado quanto aquilo que pretende justificar; incapaz de escrever uma frase completa, inteira, com pleno português. Prefere abreviaturas, qual adolescente em conversa de rede social com os amigos. E assim escolhe a linguagem com que comunica com o país.
Talvez faça de propósito...é mais moderno, mais actual e talvez venha a celebrar novo acordo ortográfico que descaracterize ainda mais a nossa língua para aproximá-la de um estado vegetal de abreviaturas, despojado de passado e desprovido de futuro.
Lamentável.
A impunidade com que afirma o imponderável e...pior ainda...o total e pleno consentimento desse partido obsoleto que (des)governa a Nação.
E agora, a parte mais séria...como é possível justificar este tema com mensagens curtas e populistas?
É tão fácil desmontar as suas justificações, descobrir incoerências, contradições...é pena, porque evidenciara qualidades de análise aquando da Comissão Parlamentar do caso BES.
Na realidade, a culpa não é da Mariana (sim, é este o nome, não se usa abreviaturas quando se pretende dignificar o que se escreve); a responsabilidade é de quem a rodeia, de quem a inflama, de quem se apoia na sua juventude e protagonismo para conquistar influência em temas de ruptura que mais facilmente possam aumentar rapidamente as receitas do Estado e assim continuar a adiar o que é estruturante.
domingo, 18 de setembro de 2016
A aversão de António Costa pela governação
Sim, isso mesmo...governar? Não...
Comecemos pela parte cor-de-rosa deste imenso arco-íris em que este governo vai "boiando" pelo "mar agitado em que navegamos". Ora com a Europa, ora com o Bloco de Esquerda como porto de abrigo...
Um exemplo "cor-de-rosa" é o turismo, de que é exemplo o progressivo deslumbramento por Lisboa; devo dizer que dele partilho e sinto-o desde sempre, sou genuína alfacinha e amo esta cidade.
Mas devo recordar que António Costa, enquanto protagonista da Oposição a Passos Coelho, chegou a encantar os potenciais investidores chineses com o crescimento do país e maravilhas da Nação então governada pelo seu rival político... registei esse facto e logo o cataloguei como um perigoso e potente ilusionista de factos para atingir os seus interesses.
Simultaneamente, enche-se Lisboa de empreitadas simultâneas e obras intermináveis para aumentar zonas pedonais, ciclovias, flores e árvores, muito bem,
mas,
- com agravamento do serviço de transporte públicos (desde constantes avarias no metropolitano - em ruptura de manutenção devido a limitação de verbas pelo mesmo Ministério das Finanças que permite à Autarquia a autonomia com o avanço das obras, - até constantes atrasos na Carris e CP);
- com agravamento das condições de higiene da cidade (amontoar de lixo sem escoamento em condições);
- com agravamento das condições de segurança, sobretudo, nocturna.
Resolve-se o problema do timing de apresentação do déficit público com o súbito e avulso aumento de imposto sobre combustíveis, e até mesmo com atrasos nos reembolsos de IRS e básica gestão de tesouraria em empresas públicas através de atraso em pagamentos e dotações orçamentais.
Antecipa-se em discussão pública o aumento do IMI, com total alheamento dos impactos:
- fuga de investimento (ex: como é que não residentes podem manter interesse em adquirir imóveis acima de 500.00 eur?);
- ruptura em serviços de solidariedade social (ex: as Paróquias e seu imenso serviço social, sem as quais o Estado não teria mãos a medir na solidariedade social...um serviço silenciado pelos complexados da esquerda radical que defendem a todo o custo um Estado "Laico", com total desrespeito pelo serviço público prestado por Instituições de carácter religioso);
- agravamento de desigualdades, porque o esforço de aumento de impostos em contribuintes com menos rendimento aumenta numa desproporção e numa escala que não está a ser quantificada.
E ainda..temos um primeiro-ministro que fica feliz com o não agravamento de rating em vez de ficar preocupado em não haver condições para melhorá-lo.
Assisto a um PS que endeusa Mariana Mortágua, sem qualquer experiência de vida para além da sua instrução escolar...uma vedeta demasiado súbita e, por isso, perigosamente imatura.
Em suma: o governo não governa, não gere adversidades, daí o título desta publicação...é feito de medidas avulsas, em função das circunstâncias externas, dos acordos políticos possíveis e das preferências populares, sem qualquer ponderação de efeitos a médio prazo.
Temos um 1º ministro que luta desesperadamente pela manutenção do poder, desde o princípio e, continuamente. Lá chegou por força de acordos precários, com a legitimidade do refém de uma esquerda radical que defende as suas pequenas causas.
O governo nasceu imaturo, precário e feito de partidos que não partilham do entendimento sobre as grandes causas estruturantes que necessitamos para poder quebrar este ciclo vicioso de não crescimento.
Estagnámos. Encolhemos os ombros e "deixamos andar", à boleia de uma Europa inconsequente e que, por isso, mais nenhum país punirá. E só anda à boleia quem não tem meios para caminhar sózinho com a velocidade desejável.
Não é um 2º resgate que nos vai salvar, nem um 3º nem mais nenhum.
Precisamos de novas eleições e da coragem política do Presidente da República em demitir este governo; precisamos de programas claros sobre crescimento, investimento, fiscalidade.
Até lá...mantemos este "apodrecimento" consentido.
Comecemos pela parte cor-de-rosa deste imenso arco-íris em que este governo vai "boiando" pelo "mar agitado em que navegamos". Ora com a Europa, ora com o Bloco de Esquerda como porto de abrigo...
Um exemplo "cor-de-rosa" é o turismo, de que é exemplo o progressivo deslumbramento por Lisboa; devo dizer que dele partilho e sinto-o desde sempre, sou genuína alfacinha e amo esta cidade.
Mas devo recordar que António Costa, enquanto protagonista da Oposição a Passos Coelho, chegou a encantar os potenciais investidores chineses com o crescimento do país e maravilhas da Nação então governada pelo seu rival político... registei esse facto e logo o cataloguei como um perigoso e potente ilusionista de factos para atingir os seus interesses.
Simultaneamente, enche-se Lisboa de empreitadas simultâneas e obras intermináveis para aumentar zonas pedonais, ciclovias, flores e árvores, muito bem,
mas,
- com agravamento do serviço de transporte públicos (desde constantes avarias no metropolitano - em ruptura de manutenção devido a limitação de verbas pelo mesmo Ministério das Finanças que permite à Autarquia a autonomia com o avanço das obras, - até constantes atrasos na Carris e CP);
- com agravamento das condições de higiene da cidade (amontoar de lixo sem escoamento em condições);
- com agravamento das condições de segurança, sobretudo, nocturna.
Resolve-se o problema do timing de apresentação do déficit público com o súbito e avulso aumento de imposto sobre combustíveis, e até mesmo com atrasos nos reembolsos de IRS e básica gestão de tesouraria em empresas públicas através de atraso em pagamentos e dotações orçamentais.
Antecipa-se em discussão pública o aumento do IMI, com total alheamento dos impactos:
- fuga de investimento (ex: como é que não residentes podem manter interesse em adquirir imóveis acima de 500.00 eur?);
- ruptura em serviços de solidariedade social (ex: as Paróquias e seu imenso serviço social, sem as quais o Estado não teria mãos a medir na solidariedade social...um serviço silenciado pelos complexados da esquerda radical que defendem a todo o custo um Estado "Laico", com total desrespeito pelo serviço público prestado por Instituições de carácter religioso);
- agravamento de desigualdades, porque o esforço de aumento de impostos em contribuintes com menos rendimento aumenta numa desproporção e numa escala que não está a ser quantificada.
E ainda..temos um primeiro-ministro que fica feliz com o não agravamento de rating em vez de ficar preocupado em não haver condições para melhorá-lo.
Assisto a um PS que endeusa Mariana Mortágua, sem qualquer experiência de vida para além da sua instrução escolar...uma vedeta demasiado súbita e, por isso, perigosamente imatura.
Em suma: o governo não governa, não gere adversidades, daí o título desta publicação...é feito de medidas avulsas, em função das circunstâncias externas, dos acordos políticos possíveis e das preferências populares, sem qualquer ponderação de efeitos a médio prazo.
Temos um 1º ministro que luta desesperadamente pela manutenção do poder, desde o princípio e, continuamente. Lá chegou por força de acordos precários, com a legitimidade do refém de uma esquerda radical que defende as suas pequenas causas.
O governo nasceu imaturo, precário e feito de partidos que não partilham do entendimento sobre as grandes causas estruturantes que necessitamos para poder quebrar este ciclo vicioso de não crescimento.
Estagnámos. Encolhemos os ombros e "deixamos andar", à boleia de uma Europa inconsequente e que, por isso, mais nenhum país punirá. E só anda à boleia quem não tem meios para caminhar sózinho com a velocidade desejável.
Não é um 2º resgate que nos vai salvar, nem um 3º nem mais nenhum.
Precisamos de novas eleições e da coragem política do Presidente da República em demitir este governo; precisamos de programas claros sobre crescimento, investimento, fiscalidade.
Até lá...mantemos este "apodrecimento" consentido.
domingo, 14 de fevereiro de 2016
Disponibilidade e afectos
"A nossa vida é toda ela feita de acasos. Mas é o que em nós há de necessário que lhes há-de dar um sentido."
Vergílio Ferreira
De que qualidade somos feitos, que disponibilidade, que afectos.
Dou por mim a pensar que é nestes tempos de ajustamentos sociais e económicos profundos, que a selecção de pessoas em função dessa "qualidade" é mais visível. O ciclo de escalada social e de privilégios está em ruptura e vemo-nos agora numa espécie de laboratório raio-X, ora com esqueletos d'almas, ora com verdadeiros e imprevisíveis heróis.
A disponibilidade para ajudar, seja de que forma for, é um presente de que nem todos são capazes, cheios dos seus problemas e sem espaço para os problemas dos outros.
Por isso, estes tempos de tensão, de ajustamento forte, de incertezas, num contexto global simultaneamente tão informado e tão convulso - de que a Síria é forte epicentro de preocupações - dou por mim a ver o lado "meio cheio do copo", feito de pessoas em que tropeço plenas de consciência dos outros...e isso é mesmo o lado maravilhoso da vida.
É hoje uma reflexão curta. Simples.
Devemos acolher o dia-a-dia com o sorriso dessa disponibilidade.
E estarmos gratos a quem a usa connosco.
Vivemos um tempo brusco de mudança em Portugal e na Europa.
E o que faz a diferença na civilização, é esta qualidade de saber sofrer o ajustamento económico, sem descurar a solidariedade com quem está pior que nós.
No limite (ou melhor...quando entendemos sentirmo-nos no limite), há sempre milhões de pessoas piores que qualquer um de nós.
Por isso, espalhe-se sorrisos, descomplique-se a vida e abrande-se as queixinhas. Lute-se pela ética no trabalho, confronte-se a falta de respeito com que se é tratado ou explorado, mas abuse-se sempre da disponibilidade e dos afectos.
quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016
Este governo...não é a sério, pois não?
Desde que este governozinho de acordos precários entre perdedores assumiu funções, que deixei de escrever neste blog. "A minha manifestação" foi viva enquanto acreditei em como íamos dar a volta aos penosos acontecimentos. Escrevi enquanto me senti num país a sério, com determinação. Enquanto me senti "navegar por mares nunca dantes navegados" numa Europa nervosa e plena de desafios. Com coragem e ambição.
Mas sinto-me num país de brincadeira. De experimentalismo. Que ora faz, ora desfaz, como se não houvesse quaisquer impactos. Uma espécie de governo de adolescentes cheios de sonhos de adultos, inconscientes e destravados, numa bebedeira de medidas avulsas e sem nexo.
Sinto que "deve ser tudo a fingir"...como diria uma criança nos seus teatros.
António Costa é o político mais perigoso que chegou ao poder, desde que me conheço. Um ditador disfarçado de democrata. À conta da sua sobrevivência política no seu partido, subverteu as regras e negociou com tudo e todos, com a obssessão de poder.
Em Bruxelas, vende promessas. No país, vende sonhos. No OE, indica o resultado e manda recompôr as variáveis. Ilusionista e vendedor de emoções, simula menos IRS para aumentar todos os outros impostos indirectos que pagamos diariamente; desfaz a lógica de redução de IRC; relança dúvidas, relança instabilidade, devolve feriados e horas aos funcionários públicos sem problemas de consciência com o desemprego no sector privado. Engorde-se de novo o Estado. Desfaça-se o que se tentou construir.
Assim como vendeu um país maravilhoso aos investidores chineses e, ao mesmo tempo, vendeu o mesmo país mas em estado de declínio aos portugueses...(lembram-se?)
Promove a incompetência dos jovens, ao eliminar exames, uma loucura agora reprovada pelo próprio Conselho das Escolas. Terá ele, António Costa, sido humilhado em algum exame para o qual não tenha estudado? Tudo indica que sim...aparenta gerir o país à medida dos seus complexos e apoiado nas suas artes de negociação, assim disfarçando os tiques de ditador. Baralha, dá de novo, e o resultado é pior do que dantes.
É evidente que a fatura será tremenda...e é evidente que não será ele a ter que pagar, enquanto 1º Ministro.
O que este político deixa como testemunho à geração mais jovem:
1. Não interessa conseguir argumentos para ganhar; se perderem, negoceiem com os outros perdedores;
2. Não estudem porque não há exames; sejam incompetentes mas façam amigos;
3. Assim que alcancem o poder, desrespeitem o passado.
Assim vivemos uma revolução surda de costumes, uma destruição de património. Assim se banaliza a incompetência. Assim se cultiva a vergonha de ser europeu e, pior do que isso...a vergonha de ser português. Um país de batota.
E por isto, "a minha manifestação" está suspensa...nascerá de novo quando voltar a sentir esperança na gestão do meu país.
Mas sinto-me num país de brincadeira. De experimentalismo. Que ora faz, ora desfaz, como se não houvesse quaisquer impactos. Uma espécie de governo de adolescentes cheios de sonhos de adultos, inconscientes e destravados, numa bebedeira de medidas avulsas e sem nexo.
Sinto que "deve ser tudo a fingir"...como diria uma criança nos seus teatros.
António Costa é o político mais perigoso que chegou ao poder, desde que me conheço. Um ditador disfarçado de democrata. À conta da sua sobrevivência política no seu partido, subverteu as regras e negociou com tudo e todos, com a obssessão de poder.
Em Bruxelas, vende promessas. No país, vende sonhos. No OE, indica o resultado e manda recompôr as variáveis. Ilusionista e vendedor de emoções, simula menos IRS para aumentar todos os outros impostos indirectos que pagamos diariamente; desfaz a lógica de redução de IRC; relança dúvidas, relança instabilidade, devolve feriados e horas aos funcionários públicos sem problemas de consciência com o desemprego no sector privado. Engorde-se de novo o Estado. Desfaça-se o que se tentou construir.
Assim como vendeu um país maravilhoso aos investidores chineses e, ao mesmo tempo, vendeu o mesmo país mas em estado de declínio aos portugueses...(lembram-se?)
Promove a incompetência dos jovens, ao eliminar exames, uma loucura agora reprovada pelo próprio Conselho das Escolas. Terá ele, António Costa, sido humilhado em algum exame para o qual não tenha estudado? Tudo indica que sim...aparenta gerir o país à medida dos seus complexos e apoiado nas suas artes de negociação, assim disfarçando os tiques de ditador. Baralha, dá de novo, e o resultado é pior do que dantes.
É evidente que a fatura será tremenda...e é evidente que não será ele a ter que pagar, enquanto 1º Ministro.
O que este político deixa como testemunho à geração mais jovem:
1. Não interessa conseguir argumentos para ganhar; se perderem, negoceiem com os outros perdedores;
2. Não estudem porque não há exames; sejam incompetentes mas façam amigos;
3. Assim que alcancem o poder, desrespeitem o passado.
Assim vivemos uma revolução surda de costumes, uma destruição de património. Assim se banaliza a incompetência. Assim se cultiva a vergonha de ser europeu e, pior do que isso...a vergonha de ser português. Um país de batota.
E por isto, "a minha manifestação" está suspensa...nascerá de novo quando voltar a sentir esperança na gestão do meu país.
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