Hoje, um pequeno e curto apontamento.
Fiquei impressionada com as justificações que Mariana Mortágua publicou hoje no seu twitter a propósito da sua inflamada e desastrada intervenção sobre impostos a cobrar a quem acumule riqueza (ou poupança? qualquer coisa parecida, não é suposto aprofundar, tamanho é o impulso com que afirma ... impulsos!). Escreve as suas justificações de modo tão apressado quanto aquilo que pretende justificar; incapaz de escrever uma frase completa, inteira, com pleno português. Prefere abreviaturas, qual adolescente em conversa de rede social com os amigos. E assim escolhe a linguagem com que comunica com o país.
Talvez faça de propósito...é mais moderno, mais actual e talvez venha a celebrar novo acordo ortográfico que descaracterize ainda mais a nossa língua para aproximá-la de um estado vegetal de abreviaturas, despojado de passado e desprovido de futuro.
Lamentável.
A impunidade com que afirma o imponderável e...pior ainda...o total e pleno consentimento desse partido obsoleto que (des)governa a Nação.
E agora, a parte mais séria...como é possível justificar este tema com mensagens curtas e populistas?
É tão fácil desmontar as suas justificações, descobrir incoerências, contradições...é pena, porque evidenciara qualidades de análise aquando da Comissão Parlamentar do caso BES.
Na realidade, a culpa não é da Mariana (sim, é este o nome, não se usa abreviaturas quando se pretende dignificar o que se escreve); a responsabilidade é de quem a rodeia, de quem a inflama, de quem se apoia na sua juventude e protagonismo para conquistar influência em temas de ruptura que mais facilmente possam aumentar rapidamente as receitas do Estado e assim continuar a adiar o que é estruturante.
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segunda-feira, 19 de setembro de 2016
domingo, 18 de setembro de 2016
A aversão de António Costa pela governação
Sim, isso mesmo...governar? Não...
Comecemos pela parte cor-de-rosa deste imenso arco-íris em que este governo vai "boiando" pelo "mar agitado em que navegamos". Ora com a Europa, ora com o Bloco de Esquerda como porto de abrigo...
Um exemplo "cor-de-rosa" é o turismo, de que é exemplo o progressivo deslumbramento por Lisboa; devo dizer que dele partilho e sinto-o desde sempre, sou genuína alfacinha e amo esta cidade.
Mas devo recordar que António Costa, enquanto protagonista da Oposição a Passos Coelho, chegou a encantar os potenciais investidores chineses com o crescimento do país e maravilhas da Nação então governada pelo seu rival político... registei esse facto e logo o cataloguei como um perigoso e potente ilusionista de factos para atingir os seus interesses.
Simultaneamente, enche-se Lisboa de empreitadas simultâneas e obras intermináveis para aumentar zonas pedonais, ciclovias, flores e árvores, muito bem,
mas,
- com agravamento do serviço de transporte públicos (desde constantes avarias no metropolitano - em ruptura de manutenção devido a limitação de verbas pelo mesmo Ministério das Finanças que permite à Autarquia a autonomia com o avanço das obras, - até constantes atrasos na Carris e CP);
- com agravamento das condições de higiene da cidade (amontoar de lixo sem escoamento em condições);
- com agravamento das condições de segurança, sobretudo, nocturna.
Resolve-se o problema do timing de apresentação do déficit público com o súbito e avulso aumento de imposto sobre combustíveis, e até mesmo com atrasos nos reembolsos de IRS e básica gestão de tesouraria em empresas públicas através de atraso em pagamentos e dotações orçamentais.
Antecipa-se em discussão pública o aumento do IMI, com total alheamento dos impactos:
- fuga de investimento (ex: como é que não residentes podem manter interesse em adquirir imóveis acima de 500.00 eur?);
- ruptura em serviços de solidariedade social (ex: as Paróquias e seu imenso serviço social, sem as quais o Estado não teria mãos a medir na solidariedade social...um serviço silenciado pelos complexados da esquerda radical que defendem a todo o custo um Estado "Laico", com total desrespeito pelo serviço público prestado por Instituições de carácter religioso);
- agravamento de desigualdades, porque o esforço de aumento de impostos em contribuintes com menos rendimento aumenta numa desproporção e numa escala que não está a ser quantificada.
E ainda..temos um primeiro-ministro que fica feliz com o não agravamento de rating em vez de ficar preocupado em não haver condições para melhorá-lo.
Assisto a um PS que endeusa Mariana Mortágua, sem qualquer experiência de vida para além da sua instrução escolar...uma vedeta demasiado súbita e, por isso, perigosamente imatura.
Em suma: o governo não governa, não gere adversidades, daí o título desta publicação...é feito de medidas avulsas, em função das circunstâncias externas, dos acordos políticos possíveis e das preferências populares, sem qualquer ponderação de efeitos a médio prazo.
Temos um 1º ministro que luta desesperadamente pela manutenção do poder, desde o princípio e, continuamente. Lá chegou por força de acordos precários, com a legitimidade do refém de uma esquerda radical que defende as suas pequenas causas.
O governo nasceu imaturo, precário e feito de partidos que não partilham do entendimento sobre as grandes causas estruturantes que necessitamos para poder quebrar este ciclo vicioso de não crescimento.
Estagnámos. Encolhemos os ombros e "deixamos andar", à boleia de uma Europa inconsequente e que, por isso, mais nenhum país punirá. E só anda à boleia quem não tem meios para caminhar sózinho com a velocidade desejável.
Não é um 2º resgate que nos vai salvar, nem um 3º nem mais nenhum.
Precisamos de novas eleições e da coragem política do Presidente da República em demitir este governo; precisamos de programas claros sobre crescimento, investimento, fiscalidade.
Até lá...mantemos este "apodrecimento" consentido.
Comecemos pela parte cor-de-rosa deste imenso arco-íris em que este governo vai "boiando" pelo "mar agitado em que navegamos". Ora com a Europa, ora com o Bloco de Esquerda como porto de abrigo...
Um exemplo "cor-de-rosa" é o turismo, de que é exemplo o progressivo deslumbramento por Lisboa; devo dizer que dele partilho e sinto-o desde sempre, sou genuína alfacinha e amo esta cidade.
Mas devo recordar que António Costa, enquanto protagonista da Oposição a Passos Coelho, chegou a encantar os potenciais investidores chineses com o crescimento do país e maravilhas da Nação então governada pelo seu rival político... registei esse facto e logo o cataloguei como um perigoso e potente ilusionista de factos para atingir os seus interesses.
Simultaneamente, enche-se Lisboa de empreitadas simultâneas e obras intermináveis para aumentar zonas pedonais, ciclovias, flores e árvores, muito bem,
mas,
- com agravamento do serviço de transporte públicos (desde constantes avarias no metropolitano - em ruptura de manutenção devido a limitação de verbas pelo mesmo Ministério das Finanças que permite à Autarquia a autonomia com o avanço das obras, - até constantes atrasos na Carris e CP);
- com agravamento das condições de higiene da cidade (amontoar de lixo sem escoamento em condições);
- com agravamento das condições de segurança, sobretudo, nocturna.
Resolve-se o problema do timing de apresentação do déficit público com o súbito e avulso aumento de imposto sobre combustíveis, e até mesmo com atrasos nos reembolsos de IRS e básica gestão de tesouraria em empresas públicas através de atraso em pagamentos e dotações orçamentais.
Antecipa-se em discussão pública o aumento do IMI, com total alheamento dos impactos:
- fuga de investimento (ex: como é que não residentes podem manter interesse em adquirir imóveis acima de 500.00 eur?);
- ruptura em serviços de solidariedade social (ex: as Paróquias e seu imenso serviço social, sem as quais o Estado não teria mãos a medir na solidariedade social...um serviço silenciado pelos complexados da esquerda radical que defendem a todo o custo um Estado "Laico", com total desrespeito pelo serviço público prestado por Instituições de carácter religioso);
- agravamento de desigualdades, porque o esforço de aumento de impostos em contribuintes com menos rendimento aumenta numa desproporção e numa escala que não está a ser quantificada.
E ainda..temos um primeiro-ministro que fica feliz com o não agravamento de rating em vez de ficar preocupado em não haver condições para melhorá-lo.
Assisto a um PS que endeusa Mariana Mortágua, sem qualquer experiência de vida para além da sua instrução escolar...uma vedeta demasiado súbita e, por isso, perigosamente imatura.
Em suma: o governo não governa, não gere adversidades, daí o título desta publicação...é feito de medidas avulsas, em função das circunstâncias externas, dos acordos políticos possíveis e das preferências populares, sem qualquer ponderação de efeitos a médio prazo.
Temos um 1º ministro que luta desesperadamente pela manutenção do poder, desde o princípio e, continuamente. Lá chegou por força de acordos precários, com a legitimidade do refém de uma esquerda radical que defende as suas pequenas causas.
O governo nasceu imaturo, precário e feito de partidos que não partilham do entendimento sobre as grandes causas estruturantes que necessitamos para poder quebrar este ciclo vicioso de não crescimento.
Estagnámos. Encolhemos os ombros e "deixamos andar", à boleia de uma Europa inconsequente e que, por isso, mais nenhum país punirá. E só anda à boleia quem não tem meios para caminhar sózinho com a velocidade desejável.
Não é um 2º resgate que nos vai salvar, nem um 3º nem mais nenhum.
Precisamos de novas eleições e da coragem política do Presidente da República em demitir este governo; precisamos de programas claros sobre crescimento, investimento, fiscalidade.
Até lá...mantemos este "apodrecimento" consentido.
domingo, 14 de fevereiro de 2016
Disponibilidade e afectos
"A nossa vida é toda ela feita de acasos. Mas é o que em nós há de necessário que lhes há-de dar um sentido."
Vergílio Ferreira
De que qualidade somos feitos, que disponibilidade, que afectos.
Dou por mim a pensar que é nestes tempos de ajustamentos sociais e económicos profundos, que a selecção de pessoas em função dessa "qualidade" é mais visível. O ciclo de escalada social e de privilégios está em ruptura e vemo-nos agora numa espécie de laboratório raio-X, ora com esqueletos d'almas, ora com verdadeiros e imprevisíveis heróis.
A disponibilidade para ajudar, seja de que forma for, é um presente de que nem todos são capazes, cheios dos seus problemas e sem espaço para os problemas dos outros.
Por isso, estes tempos de tensão, de ajustamento forte, de incertezas, num contexto global simultaneamente tão informado e tão convulso - de que a Síria é forte epicentro de preocupações - dou por mim a ver o lado "meio cheio do copo", feito de pessoas em que tropeço plenas de consciência dos outros...e isso é mesmo o lado maravilhoso da vida.
É hoje uma reflexão curta. Simples.
Devemos acolher o dia-a-dia com o sorriso dessa disponibilidade.
E estarmos gratos a quem a usa connosco.
Vivemos um tempo brusco de mudança em Portugal e na Europa.
E o que faz a diferença na civilização, é esta qualidade de saber sofrer o ajustamento económico, sem descurar a solidariedade com quem está pior que nós.
No limite (ou melhor...quando entendemos sentirmo-nos no limite), há sempre milhões de pessoas piores que qualquer um de nós.
Por isso, espalhe-se sorrisos, descomplique-se a vida e abrande-se as queixinhas. Lute-se pela ética no trabalho, confronte-se a falta de respeito com que se é tratado ou explorado, mas abuse-se sempre da disponibilidade e dos afectos.
quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016
Este governo...não é a sério, pois não?
Desde que este governozinho de acordos precários entre perdedores assumiu funções, que deixei de escrever neste blog. "A minha manifestação" foi viva enquanto acreditei em como íamos dar a volta aos penosos acontecimentos. Escrevi enquanto me senti num país a sério, com determinação. Enquanto me senti "navegar por mares nunca dantes navegados" numa Europa nervosa e plena de desafios. Com coragem e ambição.
Mas sinto-me num país de brincadeira. De experimentalismo. Que ora faz, ora desfaz, como se não houvesse quaisquer impactos. Uma espécie de governo de adolescentes cheios de sonhos de adultos, inconscientes e destravados, numa bebedeira de medidas avulsas e sem nexo.
Sinto que "deve ser tudo a fingir"...como diria uma criança nos seus teatros.
António Costa é o político mais perigoso que chegou ao poder, desde que me conheço. Um ditador disfarçado de democrata. À conta da sua sobrevivência política no seu partido, subverteu as regras e negociou com tudo e todos, com a obssessão de poder.
Em Bruxelas, vende promessas. No país, vende sonhos. No OE, indica o resultado e manda recompôr as variáveis. Ilusionista e vendedor de emoções, simula menos IRS para aumentar todos os outros impostos indirectos que pagamos diariamente; desfaz a lógica de redução de IRC; relança dúvidas, relança instabilidade, devolve feriados e horas aos funcionários públicos sem problemas de consciência com o desemprego no sector privado. Engorde-se de novo o Estado. Desfaça-se o que se tentou construir.
Assim como vendeu um país maravilhoso aos investidores chineses e, ao mesmo tempo, vendeu o mesmo país mas em estado de declínio aos portugueses...(lembram-se?)
Promove a incompetência dos jovens, ao eliminar exames, uma loucura agora reprovada pelo próprio Conselho das Escolas. Terá ele, António Costa, sido humilhado em algum exame para o qual não tenha estudado? Tudo indica que sim...aparenta gerir o país à medida dos seus complexos e apoiado nas suas artes de negociação, assim disfarçando os tiques de ditador. Baralha, dá de novo, e o resultado é pior do que dantes.
É evidente que a fatura será tremenda...e é evidente que não será ele a ter que pagar, enquanto 1º Ministro.
O que este político deixa como testemunho à geração mais jovem:
1. Não interessa conseguir argumentos para ganhar; se perderem, negoceiem com os outros perdedores;
2. Não estudem porque não há exames; sejam incompetentes mas façam amigos;
3. Assim que alcancem o poder, desrespeitem o passado.
Assim vivemos uma revolução surda de costumes, uma destruição de património. Assim se banaliza a incompetência. Assim se cultiva a vergonha de ser europeu e, pior do que isso...a vergonha de ser português. Um país de batota.
E por isto, "a minha manifestação" está suspensa...nascerá de novo quando voltar a sentir esperança na gestão do meu país.
Mas sinto-me num país de brincadeira. De experimentalismo. Que ora faz, ora desfaz, como se não houvesse quaisquer impactos. Uma espécie de governo de adolescentes cheios de sonhos de adultos, inconscientes e destravados, numa bebedeira de medidas avulsas e sem nexo.
Sinto que "deve ser tudo a fingir"...como diria uma criança nos seus teatros.
António Costa é o político mais perigoso que chegou ao poder, desde que me conheço. Um ditador disfarçado de democrata. À conta da sua sobrevivência política no seu partido, subverteu as regras e negociou com tudo e todos, com a obssessão de poder.
Em Bruxelas, vende promessas. No país, vende sonhos. No OE, indica o resultado e manda recompôr as variáveis. Ilusionista e vendedor de emoções, simula menos IRS para aumentar todos os outros impostos indirectos que pagamos diariamente; desfaz a lógica de redução de IRC; relança dúvidas, relança instabilidade, devolve feriados e horas aos funcionários públicos sem problemas de consciência com o desemprego no sector privado. Engorde-se de novo o Estado. Desfaça-se o que se tentou construir.
Assim como vendeu um país maravilhoso aos investidores chineses e, ao mesmo tempo, vendeu o mesmo país mas em estado de declínio aos portugueses...(lembram-se?)
Promove a incompetência dos jovens, ao eliminar exames, uma loucura agora reprovada pelo próprio Conselho das Escolas. Terá ele, António Costa, sido humilhado em algum exame para o qual não tenha estudado? Tudo indica que sim...aparenta gerir o país à medida dos seus complexos e apoiado nas suas artes de negociação, assim disfarçando os tiques de ditador. Baralha, dá de novo, e o resultado é pior do que dantes.
É evidente que a fatura será tremenda...e é evidente que não será ele a ter que pagar, enquanto 1º Ministro.
O que este político deixa como testemunho à geração mais jovem:
1. Não interessa conseguir argumentos para ganhar; se perderem, negoceiem com os outros perdedores;
2. Não estudem porque não há exames; sejam incompetentes mas façam amigos;
3. Assim que alcancem o poder, desrespeitem o passado.
Assim vivemos uma revolução surda de costumes, uma destruição de património. Assim se banaliza a incompetência. Assim se cultiva a vergonha de ser europeu e, pior do que isso...a vergonha de ser português. Um país de batota.
E por isto, "a minha manifestação" está suspensa...nascerá de novo quando voltar a sentir esperança na gestão do meu país.
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