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sexta-feira, 13 de novembro de 2015

António Costa, um homem com medo de eleições

António Costa demonstra um medo profundo por eleições antecipadas. Porque sabe que foi recentemente sufragado apenas e só como Presidente de um Partido, e não como mentor de qualquer coligação com outros dois partidos. Porque sabe que os 3 partidos da oposição não conseguirão qualquer acordo comum, antes conseguindo algures acordos precários sobre medidas avulsas, numa lógica nunca tripartida.
O único factor que une os 3 partidos da oposição é a visceral vontade de derrubar o partido mais votado, é a inveja desses votos não dirigidos. E isso é claramente precário e ilegítimo para assaltar o poder. Porque a génese da democracia não é somar minorias, é antes o digno exercício de Oposição para que o partido mais votado exerça a gestão do seu mandato com as necessárias resistências.

António Costa revela uma cobardia de que não se suspeitava. Incapaz de assumir derrota e de protagonizar a Oposição, privilegia contínuas negociações esguias e perversas, a caminho de um abismo que o levará a ele e ao seu partido, à custa de demasiados riscos reputacionais do nosso país.

António Costa revela-se de um autismo social demasiadamente perigoso para si próprio...tem impulsos de ditador e diria tratar-se de um homem ainda produto do Estado Novo, como se ainda fazendo parte da memória colectiva. Vende ilusões a quem tem miragens de poder.

A maioria dos eleitores não quis o que está a acontecer.
A maiora dos eleitores assiste a este holocausto político com o civismo anti-violento que caracteriza a mansa atitude lusitana perante o caos.

Que a necessidade de maioria absoluta - qualquer que ela seja - configure apenas solução para o próximo ciclo político e não para os seguintes...porque a exigibilidade de maioria absoluta para exercer governação em democracia é um enorme retrocesso ao fantasma das ditaduras.

António Costa violou as boas práticas da nossa jovem democracia e deve ser erradicado. Sê-lo-à naturalmente...e porventura da mesma forma como se pretende impôr...Como merece que seja.

Este período de trevas da nossa política há-de-se resolver com eleições. Infelizmente com uma factura superior a pagar, que hoje não sabemos quantificar.
E ainda veremos um António Costa "irrevogavelmente" recuado para uma outra miragem de político que há-de inventar...

Precisamos do Partido Socialista regenerado, sem António Costa.

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