Total de visualizações de página
terça-feira, 25 de dezembro de 2012
Uma nova variável económica
Dia de Natal de 2012.
Quer se goste ou não, é um dia diferente. Não é um feriado vulgar. Pára-se para celebrar ou para acompanhar quem celebre.
Negoceiam-se relações nas novas famílias - que o são tantas vezes -, para se conseguir estar com quem mais amamos e também, com quem partilhamos ausências.
Sorri-se, ou inventa-se sorrisos, não importa...pára-se, com respeito a uma celebração.
E...venho desabafar convosco ... a generosidade tem-me perseguido como um caminho inexplorado.
Em ciclos positivos, em que tudo o que fazemos gera mais resultados que o que previmos, sentimo-nos uma espécie de mágicos de sucesso; e em tantos casos, a generosidade reduz-se a um punhado de moedas que se dão a quem pede, muito de vez em quando. Cumpre-se assim um ritual de caridade"zinha", sem desconfortáveis apertos de coração.
Mas nestes ciclos mais duros...a generosidade é um gigante que nos persegue, uma voz que nos atordoa, um sentimento que nos dói.
Porque quando damos umas moeditas, não estamos a ser generosos; estamos a vender generosidade.
É infinitamente mais trabalhoso ocupar tempo com a dor de alguém.
Também quem governa pode ser generoso se confiar na capacidade de crescermos com menos taxa de imposto e mais receita fiscal.
Quem trabalha pode ser generoso se o fizer com determinação apesar do menor retorno.
Quem estuda pode ser generoso se pensar em como pode usar os seus talentos para investir no seu país.
Se teimarem em usar de superior austeridade, destrói-se o capital de confiança daqueles que teimam em acreditar no país.
Confiar no mágico efeito mutiplicador de menos taxa de imposto...é um caminho que ainda não se tentou e que pode trazer um generoso resultado.
Não há falta de estudos quanto aos maiores contribuintes nacionais e quanto à sua incapacidade para produzir mais receita fiscal. Uma imbecil relação escolástica...infrutífera para o futuro.
A generosidade não é apenas geradora de afectos ou de laços...não, nada disso...pode ser multiplicadora de talentos inesperados.
Todos podemos um dia tropeçar num percalço e cair, sem entender porquê, e sermos salvos pelo tempo que simplesmente alguém nos dedique a troco de ...nada. E é deste nada que pode vir uma total renovação de confiança.
Generosidade...evidentemente que não é uma variável económica.
É antes uma atitude com valor económico, com significado matemático, um multiplicador de extraordinária potência imprevisível para os economistas. Menos estranho para os bons gestores de empresas. E imprescindível para quem tem negócios por sua conta e risco.
A generosidade é um risco, porque se investe sem prever retorno.
Só é generoso quem tem a coragem de perder tempo para um bem alheio, às cegas, sem noção das consequências.
A única certeza da generosidade é a de que os resultados não podem ser negativos.
2013 não pode ser generoso para connosco se nada tivermos para dar. Mas será sem duvida mais generoso que o previsto, se os nossos economistas governantes substituirem austeridade fiscal por políticas económicas. E assim se substituem os cenários de previsíveis receitas fiscais impossíveis ... por receitas também incertas mas mais possíveis.
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Nenhum comentário:
Postar um comentário