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sábado, 24 de outubro de 2015

António Costa cairá no abismo que criou

Não tenho dúvidas sobre o título da minha reflexão.

Sobre António Costa:

1. Desrespeitou o recente sufrágio dos portugueses; acobardou-se no seu 2º lugar, incapaz de reconhecer que teve uma oportunidade histórica para vencer eleições no contexto mais duro desde que vivemos num regime democrático.

2. Usou de acordos precários e ainda totalmente desconhecidos - feitos de títulos fáceis e apelativos, como se os portugueses fossem destituídos de senso - com partidos de programas eleitorais profundamente diversos e opostos em vários temas; e assim se tornou refém de outros, que não o seu próprio partido, perdendo o comando das decisões.

3. Envergonhou a reputação do país, ressuscitou o medo e a insegurança; virou costas aos compromissos assinados pelo seu partido com os parceiros europeus, assim perdendo a força negocial para representar o país, a menos que use da arrogância desmiolada de um Syriza, com todas as repercussões negativas de que não será capaz de se desvincular.

4. Violentou os fundamentos da democracia...porque governar sem maioria absoluta deveria ser natural; trocou o lugar de forte Oposição pelo poder a qualquer preço.

5. Violentou o espaço de 1º Ministro.

6. Fracturou o partido onde cresceu e que o elegeu na sequência de golpes baixos ao seu antecessor; fracturas que surgirão a seu tempo... desconfigurou o seu partido, por ora acenando com o fascínio do poder para todos, como se ninguém tivesse consciência, memória ou pensamento próprio.

7. Desrespeitou totalmente a decisão do Presidente da Republica que deveria ser constitucionalmente aceite, mesmo que discordando.

8. É desprovido de ética ao não aceitar que os deputados devem ter consciência, antes da disciplina de voto...se assim fosse, bastaria um deputado por partido.

9. Baniu da sua memória aquilo que o Presidente da República lembrou: em Portugal, os 2 partidos mais sufragados sempre se souberam entender a bem do país, e o PS governou com menos deputados que a 1ª força política actual, com o respeito democrático do PSD.

10. Rompeu com a harmonia e civismo na Assembleia da República, incendiando Ferro Rodrigues para um discurso de total cisão e provocação, num lugar que deveria ser de consensos...após uma respeitosa prestação de Assunção Esteves, com os parabéns de todas as forças partidárias...uma vergonha, senhor Ferro Rodrigues.

Por isto...António Costa criou um abismo no país, usurpou o poder, apunhalou mortalmente os fundamentos democráticos em que temos sabido viver.
Promete o que é impossível cumprir, a menos que use de contabilidade criativa que, algures, venha a ter que ser resolvida por outros.

António Costa não é de esquerda nem de direita, é um homem que quer poder.
Será vítima dos mesmos golpes baixos que usa...o seu brinquedo não deveria ser o país onde vivo e que amo profundamente.

Acabo com uma citação de Sun Tzu:
A vitória está reservada para aqueles que estão dispostos a pagar o seu preço.

O preço da sua aparente vitória, camarada António Costa, será a queda no profundo abismo que criou. E é porque isto é uma realidade, que não receio o futuro.

3 comentários:

  1. Concordo plenamente consigo.

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  2. O sr. Antonio Costa estava entre a espada e a parede.
    Se escolhesse aliar-se à direita o bloco de esquerda ultrapassaria o PS nas proximas eleições (sim eu ouvi o Sr Antonio Costa referir que estava em jogo a sobrevivencia do PS). Por outro lado aliando-se à esquerda corre o risco de ceder de mais e termos um novo regaste, mas certamente vai criar mais pobreza urbana, e essa vota à esquerda, ou seja, teoricamente, vai acabar por ganhar + eleitores.

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    1. Agradeço as partilhas. Sem dúvida, à conta do desespero político de António Costa, vamos ter tempos frágeis pela frente. E o maior retrocesso democrático é a evidência em como só se consegue governar em maioria absoluta...uma pobreza num sistema democrático. Veremos...esta estratégia terá que ser sufragada, mais tarde ou mais cedo.

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